História do Egbé Ifá & Orisha Agbonniregun Aworeni

AXÉ CASA GRANDE

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  O Axé Casa Grande, fundado em 1998, é uma das denominações mais difundidas das religiões afro-brasileiras. Seu nome remete às antigas Casas Grandes das fazendas coloniais, símbolo dos tempos do tráfico de africanos escravizados para o Brasil. A palavra “Casa Grande” evoca a chegada desses povos, vindos principalmente da Nigéria, Togo e Benin, que trouxeram consigo tradições, saberes e espiritualidade, forjando a diversidade cultural que caracteriza o Brasil.

   Assim como outras religiões de matriz africana — Candomblé, Umbanda, Xangô, Xambá, Batuque — o Axé Casa Grande se distingue como uma casa iniciática de transe e possessão, onde as iniciações são longas e realizadas com grande discrição respeitando os fundamentos da nação jeje. Apenas poucos recebem os graus mais elevados, pois a casa preserva fundamentos tradicionais.

  A discrição no transe, comportamento e por se aproximar às práticas em território africano é uma marca registrada, levando muitos a considerarem o Axé Casa Grande uma verdadeira “sociedade de cultura africana secreta”. Nos recintos mais sagrados, espalhados em torno da roça de voduns e orixás, apenas os iniciados mais graduados podem adentrar, reforçando o caráter reservado e respeitoso as tradições.

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UM POUCO MAIS SOBRE NÓS

  O AXÉ CASA GRANDE é a denominação mais difundida das Religiões Afro-brasileiras, a palavra Casa Grande se originou nos primórdios do trafico de negros no Brasil e com as instalações das grandes fazendas e Senzalas, no qual designa a chegada dos escravos trazidos de África mais propriamente vindos da Nigéria, Togo e Benin forjando nossa cultura diversificada. Como nas demais religiões de origem africana no Brasil (Candomblé, Umbanda, Xangô, Xambá, Batuque e outras).

  O AXÉ CASA GRANDE se caracteriza por ser uma casa iniciática de transe e possessão, onde tradicionalmente as iniciações são demoradas, sendo realizada com grande discrição no recinto do barracão onde poucas pessoas recebem os graus mais elevados ou a iniciação completa por ser uma casa que preza por fundamentos tradicionais.

  A discrição no transe e no comportamento em geral é uma característica marcante no AXÉ CASA GRANDE considerado por muitos uma “Sociedade de cultura Africana secreta” onde nos recintos mais sagrados do culto espalhados em torno do ambiente da roça de vodun e orixá onde esta instalado o Barracão central só adentram os iniciados mais graduados.

  No AXÉ CASA GRANDE cerca de noventa por centos dos participantes do culto são do sexo feminino e por isso, alguns falam num futuro matriarcado neste AXÉ. Os homens desempenham principalmente a função de Ogãns e Ojés, também se encarregam de certas atividades do culto, como matança de animais e do transporte de certas obrigações para o local que devem ser depositados e outros.

DIREITOS E PRERROGATIVAS DAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS

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CALENDÁRIO RITUALISTICO 2024


JANEIRO:

1° Domingo - Roda de Bará

4° Domingo - Águas de Oxalá


MAIO:

4° Domingo - Festival de Egungun



JUNHO:

4° Domingo - Fogueira de Sogbò



AGOSTO:

4° Domingo - Olubajé



DEZEMBRO:

1° Domingo - Festa das Yabás


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HISTÓRIAS DO CANDOMBLÉ E RAIZ DO EGBÉ IFÁ & ORISHA AGBONNIREGUN AWORENI

HISTÓRIA DO CANDOMBLÉ KETU

No início do século XIX, as etnias africanas eram separadas por confrarias da Igreja Católica na região de Salvador, na Bahia. Dentre os escravos pertencentes ao grupo dos Nagôs, estavam os Yoruba (Iorubá). Suas crenças e rituais são parecidos com os de outras nações do candomblé em termos gerais, mas diferentes em quase todos os detalhes.

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HISTÓRIA DO CANDOMBLÉ JEJE

Assim, como os Nagôs ou yorubas, os jejes língua ewe, língua fon, língua mina e os fanti ashantis, formam grupos sudaneses que englobam a África Ocidental hoje denominada de Nigéria,Gana, Benin e Togo. Sua entrada no Brasil ocorreu em meados do século XVII.





BABÁ IFÁBULUJÈ AWORENI ODUSOLÁ
   O Egbé Ifá & Orishá Agbonniregun Aworeni - AXÉ CASA GRANDE registrado no Cartório do 1° Oficio da Cidade de Casimiro de Abreu, apresenta a estrutura familiar de seu Ministro de culto para orientação de todos para que em momento algum haja distorção de suas matrizes:
SACERDOTE: Babá Ifábulujè Aworeni Odusolá - Dofono d' Sogbô Iniciado em 11 de agosto de 1982 ao culto de matrizes africanas no ILÈ AXÉ ATAWAJÁ em Campo Grande/RJ.
1° - FAMÍLIA POR LESSEN VODUN / ORIXÁ: PAI: MARCOS ANTONIO DA ROCHA SANTOS – conhecido como Diabo Loiro - Dofono d' Osun Karè - fundador do ILÈ AXÉ ATAWAJÁ em Campo Grande/RJ. AVÔ: PAULO CESAR CADENA DA SILVA -Conhecido como Sr. Paulo d' Ogun Tanà - Fundador do ILÈ AXÉ OGUN TANÀ em Campo Grande/RJ BISAVÔ: ROQUE DA PORRETA -Conhecido como Dofono d' Azauane. TATARAVÓ: TIA MENININHA - Conhecida como Arcanja d' Sango - SOBALOJÚ.
2° - FAMÍLIA DE VODUN - JEJE SAVALÚ: PAI: JOSÉ CARLOS TRINDADE - Conhecido por Carlos ty Oyá - Fundador do ILÊ AXÉ JEJE DEWÁ em Dias D' Avila, Salvador/BA.
👉 Após o falecimento de seu iniciador Babá Ifábulujè Aworeni Odusolá, entra para sua segunda família de Vodun, onde exerce o cargo outorgado por Oyá de Bàbákẹ́kẹ́rẹ́ (pai pequeno).
# FAMÍLIA POR LESSEN EGUNGUN: PAI: NIVALDO DANIEL DE PAULA - Alabá Babá Mariwo - conhecido como BUDIJÓ - fundador do ILÈ AXÉ LESSEN EGUN BABANICOS (ILIQUIOBÉ) em Itaparica - Salvador/BA. PADRINHO: JOAQUIM DANIEL DE PAULA - Conhecido como Ojé Macedum. DESCENDÊNCIA: ANTONIO DANIEL DE PAULA. CRISPIM DANIEL DE PAULA - Sr. Cosme. PEDRO DANIEL DE PAULA - 1° Alapinin Salé Tuntun (primeiro a cortar para egun no Brasil). DISCÓRICO MAXIMIANO DOS SANTOS - Conhecido como Mestre Didi - Filho carnal de MARIA BIBIANA DO ESPIRITO SANTO - filha de Iamasse - ILÈ AXÉ OPÒ AFONJÁ - Foi o 2° Alapinin Salé Tuntun - Quem deu cargo ao meu pai BUDIJÓ. # FAMÍLIA DE IFÁ: PAI: MARCELO BOTHELHO - Chief Oluwo Ifá e Apená Awo Ogboni de Ile Ifé -Conhecido como Chief Ifalade Aworeni Odusolá - Fundandor da EGBÉ IFÁ & ILEDI OGBONI ODUSOLÁ, sediada na Cidade de Sorocaba estado de São Paulo, Brasil. AVÔ: IFATEJU AWORENI BISAVÔ: ADISA MOKONRANWALE AWORENI - Conhecido como Babá Araba Agbaye - Sumo sacerdote de Ifá em Ilè Ifé. Descente carnal direto de Orunmila. # FAMÍLIA DE UMBANDA: 1° Casa SACERDOTE: (IN MEMORY) Sr. Pedro Monteiro ( Conhecido como Pedrinho), Fundador da Casa de Umbanda CENTRO ESPIRITA SÃO MIGUEL ARCANJO, localizado em Imbetiba Macaé/RJ Foi Batizado na umbanda Pelo Exú Tranca-Rua e Pombogira Maria Padilha. 2° Casa SACERDOTE: JOÃO SERGIO DE LIMA, Conhecido como Banda Silê - Fundador da Casa de Umbanda Cristianizada XANGÔ MENINO, em Macaé, iniciado Ojuobá e por Obateleuá na nação Ketu, mas também com direitos a cultuar o Angola, e recebeu a Dijína de Banda Silê. Em dezembro de 1994 deu obrigação com o Professor Agenor Miranda Rocha, renomado Babalorixá e Oluwô, filho de mãe Aninha, fundadora do Ilê Axé Opô Afonjá, da cidade de Salvador, Bahia, onde era conhecido por Santinho.  #### ATENÇÃO#### Informamos que todas as informações descritas neste site encontram-se devidamente registras nos seguintes órgãos fiscalizadores abaixo descritos: FENACAB - Federação Nacional do Culto Afro-Brasileiro - Salvador/BA.
AFA - Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro Ameríndia. CCAB - Confederação dos Cultos Afro-Brasileiros do Estado do Rio de Janeiro/RJ.



Origens

"Um dos mitos da criação do mundo (Cf. em Barretti Fª, (1984/2003) 2012 - "Ilê-Ifé a Origem do Mundo.") diz que Odùduwà. é seu criador, fundador e o primeiro Ọba Òóni Ifè de Ilé-Ifè – o progenitor de todo o povo yorùbá (Cf. em Barretti Fª, (2003) 2012 - "Odùduwà – Óòni Ifè"). Numa sociedade polígamaOdùduwà teve muitas esposas e uma grande prole. (Cf. em Barretti Fº, (2003) 2012 - "As Esposas de Odùduwà").
Os filhos, netos ou bisnetos de Odùduwà, os deuses, semideuses e/ou heróis, formaram a base da nação yorùbá, o que faz Odùduwà ser conhecido como "O Patriarca dos Yorùbá", passando a ser aclamado de Olófin Odùduwà Àjàlàiyé. (Cf. em Barretti Fº, (2003) 2012 - "A Formação do Povo Yorùbá")
Enfim, alguns de seus filhos geraram as linhagens dos Ọba dos yorùbá (Reis considerados como descendentes diretos do Òrìṣà cultuado, que representam ou "são" o próprio Òrìṣà em vida) e uns foram os precursores dos principais subgrupos, ou mais, que deram origem à civilização dos yorùbá e, religiosamente falando, de todos os povos do mundo. (confira em Barretti Fº, (2003) 2012 - "Os Ọba").
O grupo étnico yorùbá é subdividido em vários subgrupos, tais como: os Kétu, Òyó, Ìjèṣà, Ifè, Ifòn, Ègbà, Èfòn etc. Esses deram origem, na diáspora, à religião dos Òrìṣà. Os Kétu, no nosso caso, foram um importante precursor das religiões afro-brasileiras.
Portanto, nos candomblés ditos de nação Kétu, de origem étnica Yorùbá, o Òrìṣà Òsóòsì, o senhor da caça e dos caçadores, é revivido, reverenciado e aclamado como "Ọba Alákétu (título real de Kétu), Rei e Senhor de Kétu e dos Kétu": rei do candomblé Kétu. Nessa mesma nação, o Òrìṣà Èṣù, principal comunicador, "articulador" e "transformador" de todo o sistema religioso yorùbá e do candomblé, ganha ainda maior notoriedade quando é agraciado, saudado e cultuado como Èṣù Alákétu, Rei em Ilé-Kétu.
Esses Òrìṣà tornam-se identificadores indiscutíveis da nação Kétu e possuem em comum o título real Alákétu. (confira em Barretti Fº, (2010) 2012 - Os Òrìṣà Alákétu).
Sendo assim, os Òrìṣà Èṣù e Òsóòsì – que intitulamos Òrìṣà Alákétu, que, além de seus valores naturais, revelam-se como poderosos identificadores dos Kétu e de fundamental importância para a continuidade do candomblé Kétu.
Alákétu continua sendo o título do rei da atual cidade de Kétu, antigo reino yorùbá, situada na República do Benim (antigo Daomé), país que faz fronteira, a oeste, com a Nigéria Essas regiões são conhecidas por yorubaland: terras onde habitam os yorùbá, independentemente das divisões geopolíticas e/ou sociológicas impostas às etnias africanas." (Barretti Fº, 2010, dados e extratos: pp. 75–81)[3]

História

No início do século XIX, as etnias africanas eram separadas por confrarias da Igreja Católica na região de Salvador, na Bahia. Dentre os escravos pertencentes ao grupo dos Nagôs, estavam os Yoruba (Iorubá). Suas crenças e rituais são parecidos com os de outras nações do candomblé em termos gerais, mas diferentes em quase todos os detalhes.
Teve início em Salvador, na Bahia. De acordo com as lendas contadas pelos mais velhos, algumas princesas vindas de Oyó e Ketu na condição de escravas fundaram um terreiro num engenho de cana-de-açúcar. Posteriormente, passaram a reunir-se num local denominado Barroquinha, onde fundaram uma comunidade de Jeje-Nagô pretextando a construção e manutenção da primitiva Capela da Confraria de Nossa Senhora da Barroquinha, atual Igreja de Nossa Senhora da Barroquinha que, segundo historiadores, efetivamente conta com cerca de três séculos de existência.[4]
No Brasil Colônia e depois, já com o país independente mas ainda escravocrata, proliferaram irmandades. "Para cada categoria ocupacional, raça, nação - sim, porque os escravos africanos e seus descendentes procediam de diferentes locais com diferentes culturas - havia uma. Dos ricos, dos pobres, dos músicos, dos pretos, dos brancos etc. Quase nenhuma de mulheres, e elas, nas irmandades dos homens, entraram sempre como dependentes para assegurarem benefícios corporativos advindos com a morte do esposo. Para que uma irmandade funcionasse, diz o historiador João José Reis, precisava encontrar uma igreja que a acolhesse e ter aprovados os seus estatutos por uma autoridade eclesiástica".
Muitas conseguiram construir a sua própria Igreja como a Igreja do Rosário da Barroquinha, com a qual a Irmandade da Boa Morte manteve estreito contato. O que ficou conhecido como devoção do povo de candomblé. O historiador cachoeirano Luiz Cláudio Dias Nascimento afirma que os atos litúrgicos originais da Irmandade de cor da Boa Morte eram realizados na Igreja da Ordem Terceira do Carmo, templo tradicionalmente frequentado pelas elites locais. Posteriormente, as irmãs transferiram-se para a Igreja de Santa Bárbara, da Santa Casa da Misericórdia, onde existem imagens de Nossa Senhora da Glória e da Nossa Senhora da Boa Morte. Desta, mudaram-se para a bela Igreja do Amparo, demolida em 1946 e onde hoje encontram-se moradias de classe média. Daí, saíram para a Igreja Matriz, sede da freguesia, indo depois para a Igreja da Ajuda.
O fato é que não se sabe ao certo precisar a data exata da origem da Irmandade da Boa Morte. Odorico Tavares arrisca uma opinião: a devoção teria começado mesmo em 1820, na Igreja da Barroquinha, tendo sido os Jejes, deslocando-se até Cachoeira, os responsáveis pela sua organização. Outros ressaltam a mesma época, divergindo quanto à nação das pioneiras, que seriam alforriadas Ketu. Parece que a composição da irmandade continha variada procedência étnica, já que fala-se em mais de uma centena de adeptas nos seus primeiros anos de vida.
Essas confrarias eram os locais onde se reuniam as sacerdotisas africanas já libertas (alforriadas) de várias nações, que foram se separando conforme foram abrindo os terreiros. Na comunidade existente atrás da capela da confraria, foi construído o Candomblé da Barroquinha pelas sacerdotisas de Ketu, que, depois, se transferiram para o Engenho Velho, ao passo que algumas sacerdotisas de Jeje deslocaram-se para o Recôncavo Baiano, para Cachoeira e São Félix, para onde transferiram a Irmandade da Boa Morte e fundaram vários terreiros de candomblé jeje, sendo o primeiro Kwé Cejá Hundé ou Roça do Ventura.
O Candomblé Ketu ficou concentrado em Salvador. Depois da transferência do Candomblé da Barroquinha para o Engenho Velho, passou a se chamar Ilê Axé Iyá Nassô mais conhecido como Casa Branca do Engenho Velho sendo a primeira casa da nação Ketu no Brasil de onde saíram as Iyalorixás que fundaram o Ilê Axé Opô Afonjá e o Ilê Iya Omin Axé Iyamassé, o Terreiro do Gantois.

Orixás

Os Orixás do Ketu são basicamente os da Mitologia Yoruba.
Olorun também chamado Olodumare é o Deus supremo, que criou as divindades ou Orixás (Òrìsà em yoruba). As centenas de orixás ainda cultuados na África, ficou reduzida a um pequeno número que são invocados em cerimônias:
  • Exu, Orixá guardião dos templos, encruzilhadas, passagens, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos.
  • Ogum, Orixá do ferro, guerra, fogo, e tecnologia.
  • Oxóssi, Orixá da caça e da fartura.
  • Logunedé, Orixá jovem da caça e da pesca
  • Xangô, Orixá do fogo e trovão, protetor da justiça.
  • Ayrà, Usa branco, tem profundas ligações com Oxalá e com Xangô.
  • Obaluaiyê, Orixá das doenças epidérmicas e pragas, Orixá da Cura.
  • Oxumaré, Orixá da chuva e do arco-íris, o Dono das Cobras.
  • Ossaim, Orixá das Folhas, conhece o segredo de todas elas.
  • Oyá ou Iansã, Orixá feminino dos ventos, relâmpagos, tempestades, e do Rio Niger
  • Oxum, Orixá feminino dos rios, do ouro, do jogo de búzios, e do amor.
  • Iemanjá, Orixá feminino dos lagos, mares e fertilidade, mãe de muitos Orixás.
  • Nanã, Orixá feminino dos pântanos, e da morte, mãe de Obaluaiê.
  • Yewá, Orixá feminino do Rio Yewa.
  • Obá, Orixá feminino do Rio Oba, uma das esposas de Xangô
  • Axabó, Orixá feminino da família de Xangô
  • Ibeji, Orixás gêmeos
  • Irôco, Orixá da árvore sagrada, (gameleira branca no Brasil).
  • Egungun, ancestral cultuado após a morte em casas separadas dos Orixás.
  • Iyami-Ajé, é a sacralização da figura materna, a grande mãe feiticeira.
  • Onilé, Orixá do culto de Egungun
  • Oxalá, Orixá do Branco, da Paz, da Fé.
  • OrixaNlá ou Obatalá, o mais respeitado, o pai de quase todos orixás, criador do mundo e dos corpos humanos.
  • Ifá ou Orunmila-Ifa, Ifá é o porta-voz de Orunmila, Orixá da Adivinhação e do destino.
  • Odudua, Orixá também tido como criadora do mundo, mãe de Oranian e dos yoruba.
  • Oranian, Orixá filho mais novo de Odudua
  • Baiani, Orixá também chamado Dadá Ajaká
  • Olokun, Orixá divindade do mar
  • Olossá, Orixá dos lagos e lagoas
  • Oxalufon, Qualidade de Oxalá velho e sábio
  • Oxaguian, Qualidade de Oxalá jovem e guerreiro
  • Orixá Oko, Orixá da agricultura
Na África, cada Orixá estava ligado originalmente a uma cidade ou a um país inteiro. Tratava-se de uma série de cultos regionais ou nacionais. Şàngó em Oyó, Yemoja na região de Egbá, Iyewa em Egbado, Ògún em Ekiti e Ondo, Òşun em IlesaOsogbo e Ijebu Ode, Erinlé em Ilobu, Lógunnède em Ilesa, Otin em Inisa, Oşàálà-Obàtálá em Ifé, subdivididos em Oşàlúfon em Ifo e Òşágiyan em Ejigbo.
No Brasil, em cada templo religioso, são cultuados todos os Orixás, diferenciando que nas casas grandes tem um quarto separado para cada Orixá, nas casas menores são cultuados em um único quarto de santo (expressão usada para designar o quarto onde são cultuados os Orixás).

Ritual

O ritual de uma casa de Ketu é diferente dos das casas de outras nações. A diferença está no idioma, no toque dos Ilus (atabaque no Ketu), nas cantigas, nas cores usadas pelos Orixás, os rituais mais importantes são: PadêSacrifícioOferendaSassayinIniciaçãoAxexêOlubajéÁguas de OxaláIpeté de Oxum...
língua sagrada utilizada em rituais do Ketu é derivada da língua Yoruba ou Nagô. O povo de Ketu procura manter-se fiel aos ensinamentos das africanas que fundaram as primeiras casas, reproduzem os rituais, rezas, lendas, cantigas, comidas, festas, e esses ensinamentos são passados oralmente até hoje.

Hierarquia

As posições principais do Ketu (são chamados de cargo ou posto: em yorubaOlóyèsOgãns e Àjòiès), em termos de autoridade, são:
O cargo de autoridade máxima dentro de uma casa de candomblé é o de Babalorixá (pai de santo). São pessoas escolhidas pelos Orixás para ocupar esse posto. São sacerdotes, que após muitos anos de estudo adquiriram o conhecimento para tal função e são as únicas autoridades que podem abrir uma casa ou terreiro de candomblé.Alem do Babalorixa existe o cargo maximo que e do Babalodum, quando um filho de orixa maximo, ou seja Olisa Osala Giyan Ejonile Egbe[oxaguian], que hoje e ocupado pelo sacerdote Pai menino do Oxala[ Paulo Ricardo da Silva Branco]. Este por sua vez assumiu o cargo de imperador do Afonja aos 16 anos de idade, mostrando maturidade suficiente e criando admiracao entre os mais de 50 mil filhos de santo.Um Babalodum e um sacerdote que no caso especifico de pai menino e da quarta hierarquia, significando que detem o axe de cura e da visao, alem de ter que cumprir uma missao ja pre estabelecida ha mais de 5 mil anos pelo povo Yoruba/Nago ainda na Africa. Pai menino encontra-se em missao em busca da Yialodum, que segundo a lenda Yoruba seria uma filha de Oxum Opara, que teria dois filhos que seria um deles, o proximo e ultimo babalodum, antes da volta de Oxala e de todos os Orixas ao aye(terra). Quando a pessoa escolhida através do jogo de búzios ainda não está preparada para assumir o posto, terá que ser assistida por todos os Egbomis (meu irmão mais velho) da casa para obter o conhecimento necessário.
  1. Iyalorixá ou Babalorixá: A palavra iyá do yoruba significa mãe, babá significa pai.
  2. Iyakekerê (mulher): mãe pequena, segunda sacerdotisa.
  3. Babakekerê (homem): pai pequeno, segundo sacerdote.
  4. Iyalaxé (mulher): cuida dos objetos rituais.
  5. Ojubonã ou Agibonã: mãe criadeira, supervisiona e ajuda na iniciação
  6. Egbomis: são pessoas que já cumpriram o período de sete anos da iniciação (significado: egbon mi, "meu irmão mais velho").
  7. Ogãs ou Ogans: tocadores de atabaques (não entram em transe).
  8. Axogun: responsável pelo sacrifício dos animais (não entra em transe).
  9. Alagbê: responsável pelos atabaques e pelos toques (não entra em transe).
  10. Ajoiê ou ekedi: camareira do Orixá (não entra em transe). Na Casa Branca do Engenho Velho, as ajoiés são chamadas de ekedis. No Gantois, de "Iyárobá" e na Angola, é chamada de "makota de angúzo". "Ekedi" é nome de origem Jeje, que se popularizou e é conhecido em todas as casas de Candomblé do Brasil.
  11. Iyabassê: mulher responsável pela preparação das comidas de santo
  12. Iaô: filha(o) de santo que já entra em transe.
  13. Abiã ou abian: novato.

Ver também

Referências

  1.  Silva (2005)
  2.  Bastide (2009).
  3.  Barretti Filho, Aulo. “Òṣóòsì e Èṣù, os Òrìṣà Alákétu”. In: Dos Yorùbá ao Candomblé Kétu: Origens, Tradições e Continuidade.. Aulo Barretti Filho (org.), pp. 75-139. São Paulo, Edusp, 2010.
  4.  Silveira, Renato daCandomblé da Barroquinha. Editora Maianga, 2007. ISBN 8588543419

Bibliografia

  • BASTIDE, Roger. O candomblé da Bahia: rito nagô. Tradução de Maria Isaura Pereira de Queiroz. 4. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. [1. ed., 1958.]
  • GIROTO, Ismael. O universo mágico-religioso negro-africano e afro-brasileiro: bantu e nàgó. Tese de Doutorado, USP, São Paulo, 1999. link.
  • ROCHA, A. M. As nações de Kêtu: origens, ritos e crenças. Os candomblés antigos do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Mauad, 2000. link.
  • SILVA, Vagner Gonçalves da. Candomblé e Umbanda – caminhos da devoção brasileira. São Paulo: Selo Negro Edições, 2005. link.
    

   O Axé Casa Grande, fundado em 1998, é uma das denominações mais difundidas das religiões afro-brasileiras. Seu nome remete às antigas Casas Grandes das fazendas coloniais, símbolo dos tempos do tráfico de africanos escravizados para o Brasil. A palavra “Casa Grande” evoca a chegada desses povos, vindos principalmente da Nigéria, Togo e Benin, que trouxeram consigo tradições, saberes e espiritualidade, forjando a diversidade cultural que caracteriza o Brasil.

Assim como outras religiões de matriz africana — Candomblé, Umbanda, Xangô, Xambá, Batuque — o Axé Casa Grande se distingue como uma casa iniciática de transe e possessão, onde as iniciações são longas e realizadas com grande discrição respeitando os fundamentos da nação jeje. Apenas poucos recebem os graus mais elevados, pois a casa preserva fundamentos tradicionais.

A discrição no transe, comportamento e por se aproximar às práticas em território africano é uma marca registrada, levando muitos a considerarem o Axé Casa Grande uma verdadeira “sociedade de cultura africana secreta”. Nos recintos mais sagrados, espalhados em torno da roça de voduns e orixás, apenas os iniciados mais graduados podem adentrar, reforçando o caráter reservado e respeitoso as tradições.

Organização e Estrutura

No Axé Casa Grande, cerca de 90% dos participantes são mulheres, o que fortalece a ideia de um possível matriarcado no futuro. Essa predominância feminina reflete a força e a centralidade das mulheres dentro da tradição, enquanto os homens desempenham funções específicas como Ogãns e Ojés, responsáveis por atividades rituais e organizacionais. Importante destacar os filhos que recebem esses postos como sacerdotes, iniciam sua própria jornada sacerdotal, sendo preparados para assumir responsabilidades maiores dentro da casa.


Todos os integrantes do Axé Casa Grande são formados para dar continuidade ao legado espiritual do sacerdote fundador, em um território consagrado ao patrono Vodun Sogbò. Assim, mesmo aqueles que alcançam os graus mais elevados permanecem integrados à grande egbé (família espiritual), assumindo também a missão de preparar seus neófitos — os filhos iniciados — e transmitir os fundamentos que sustentam a tradição.


Essa estrutura reforça o caráter de grande família iniciática, onde cada membro, independentemente de seu grau, contribui para preservar e perpetuar os valores, rituais e ensinamentos que fazem do Axé Casa Grande uma referência na manutenção das tradições afro-brasileiras.

 

Fundação e Trajetória

O Axé Casa Grande foi fundado em Cabo Frio, Rio de Janeiro, com a missão espiritual de difundir a cultura africana no Brasil. Seu fundador, o sacerdote Babá Ifábulujè Aworeni Odusolá — nome de batismo Luiz Roberto Drumond Tinoco — possui fundamentos iniciáticos na nação Jeje-Nagô Vodun, além de vivências nos cultos de Ifá, Egungun e Umbanda.

Sua trajetória espiritual começou cedo: em 11 de agosto de 1982, sendo iniciado no culto de Vodun por determinação de seu Vodun Sogbò. Em 1998, aos 20 anos, iniciou seu processo sacerdotal nos fundos do sítio de sua tia Terezinha de Jesus, em Rio das Ostras/RJ. Pouco depois, migrou para a Estrada Velha do Palmital, onde fundou a Tenda Espírita Pai Justino das Almas.

Por respeito às tradições, não realizava determinados cultos direcionados aos voduns em um ambiente que não era de sua propriedade. Assim, em 2 de novembro de 2004, adquiriu as terras que se tornaram a sede definitiva do Axé Casa Grande, localizada na Rua Axé Casa Grande, nº 04, Centro Hípico, Cabo Frio/RJ, com entrada também pela Rua da Macumba, nº 02.

Estrutura Física

O espaço ocupa aproximadamente 6.000 m², contendo muitos Àtinsás (arvores sagradas), contendo em separados barracões para o culto de Vodun, Egungun, Ifá e Umbanda, transformando-se em um centro policultural de matriz africana. Ali se desenvolvem cultos em um ambiente que preserva tradições e oferece aos integrantes momentos únicos de conexão com a espiritualidade ancestral.

Singularidades e Cultura

O Axé Casa Grande é único em suas práticas, destacando-se pelo culto a Egungun e a Ifá, além de incorporar tradições da nação Jeje-Nagô. O modelo de culto reflete diretamente as experiências espirituais vividas por seu fundador ligadas a sua família de Ifá com tradições trazidas de Ilè Ifé, Africa.

No barracão, além dos rituais, é comum a realização de manifestações da cultura popular brasileira, como sambas de caboclo e correntes de pretos-velhos, reforçando o diálogo entre espiritualidade e cultura.

Importância Cultural

Mais do que um espaço religioso, o Axé Casa Grande representa um ponto de resistência cultural e inter-religiosa, preservando saberes ancestrais e fortalecendo a diversidade do patrimônio cultural brasileiro. É um lugar onde tradição e espiritualidade se encontram, contribuindo para a manutenção da memória africana no Brasil e para a evolução espiritual de seus integrantes.



DEPOIMENTOS

Endereço:Rua Casa Grande, nº04, Centro Hípico, Cabo Frio – RJ, CEP: 28925-324, Instituição Religiosa e Cultural

WhatsApp:: (22) 99913-6885

Assessoria Jurídica: (22) 99795-0305
Dr. João Mourão

Email: axecasagrande@gmail.com

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