Axé Casa GrandeAxé Casa Grande

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Cursos, produtos consagrados e a autobiografia do sacerdote. Acesso vitalício aos conteúdos digitais.

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LIVRO - VODUN

Apresenta um panorama abrangente da religião vodun praticada pelos povos fon, ewe, aja, gun e mahi, situados no sul do Benin e regiões vizinhas. A obra descreve a formação histórica desse sistema religioso, sua cosmologia centrada em Mawu-Lisa e a organização do panteão em grandes famílias de divindades ligadas ao céu, à terra e à água. Como afirma o texto, “o termo Vodun designa, a um só tempo, a religião e as próprias divindades cultuadas pelos povos falantes das línguas gbe”. O livro explora o caráter familiar e descentralizado do culto, no qual cada linhagem guarda seus próprios cantos, ritos e vínculos ancestrais. A iniciação, a possessão, o sacerdócio e a adivinhação por meio do Fá são apresentados como pilares da prática religiosa. A obra também compara a cosmovisão vodun com a dos Orixás iorubás, destacando semelhanças estruturais e diferenças de concepção das divindades. Um dos pontos centrais é o fenômeno histórico de incorporação de Orixás dentro do panteão vodun, resultado de séculos de contato entre povos gbe e iorubás. O texto enfatiza que “o panteão vodun não é um sistema fechado, mas uma estrutura hospitaleira, capaz de absorver divindades estrangeiras”. A obra segue examinando a vasta quantidade de divindades africanas e como esse número se reduz na diáspora, especialmente no Candomblé Jeje e no Tambor de Mina. Apresenta quadros comparativos entre Voduns e Orixás, descreve diferenças rituais entre etnias e detalha os segmentos jeje no Brasil, suas famílias de Voduns e seus fundadores históricos. Ao final, o livro demonstra como Voduns e Orixás, historicamente vizinhos na África, reencontram-se no Brasil, reconstruindo em solo americano uma convivência religiosa que já existia na Costa dos Escravos.

R$ 30,00

LIVRO - EM BUSCA DA ANCESTRALIDADE

Em Busca da Ancestralidade é uma obra histórica e interpretativa que reconstrói a formação das religiões de matriz africana no Brasil, desde os cultos originários da África Ocidental e Central até sua consolidação como Candomblé nas nações Ketu, Jeje e Angola, além do culto aos ancestrais (Egungun) e do sistema divinatório de Ifá. O livro parte da travessia forçada e da fragmentação das linhagens sacerdotais africanas, mostrando como povos iorubás, fon/ewe e bantos recriaram seus sistemas religiosos em território brasileiro, mesmo após o desmantelamento violento provocado pelo tráfico transatlântico. Como afirma o autor, essas tradições sobreviveram “através de estratégias de dissimulação, aliança comunitária e reafirmação identitária” . A obra percorre a fundação das grandes casas dinásticas da Bahia — Casa Branca, Gantois e Opô Afonjá —, a força singular da Casa das Minas no Maranhão e a complexa formação da nação Jeje, com suas ramificações Mahi, Modubi, Savalu e Jeje Nagô Vodum. O livro também analisa o sincretismo como estratégia diplomática de sobrevivência, os pilares teológicos do Axé e do Ori, a tradição oral, a criminalização do século XIX e o racismo religioso contemporâneo. O autor dedica capítulos à influência africana na cultura brasileira — no samba, na capoeira e na língua — e às grandes iyalorixás que marcaram a história. O epílogo apresenta o Axé Casa Grande, em Cabo Frio, como exemplo vivo da continuidade dessa resistência, mostrando como a ancestralidade permanece ativa no século XXI. Combinando rigor histórico, sensibilidade religiosa e escrita acessível, Em Busca da Ancestralidade é uma obra essencial para quem deseja compreender a profundidade, a riqueza e a força das tradições afro-brasileiras.

R$ 80,00
Destaque

LIVRO - ATRAVÉS DO TEMPO ENTRE O ORUN E O AIYÉ

A obra narra a jornada espiritual de uma alma que atravessa séculos, continentes e tradições religiosas para cumprir um pacto ancestral firmado no século XV, na fronteira entre Oió e o território Tapa, na África Ocidental. A história começa em 1470, quando Cambulajo — sacerdote e guardião do Igbále — reconhece no recém‑nascido Abiaxé um espírito já consagrado antes do nascimento. Sob sua tutela, o menino cresce entre rituais, silêncio, ervas, cânticos e a força de Sògbó, até assumir o sacerdócio aos 27 anos. Com a chegada dos “estranhos do mar”, Cambulajo prevê uma ruptura histórica: a diáspora africana. Antes de morrer, sela com seu discípulo um pacto no Orun — um compromisso de reencontro e missão futura, mesmo separados pelo véu da morte. O livro atravessa então séculos de silêncio, escravidão, dispersão e reconstrução espiritual, mostrando como o axé africano se transforma no Brasil em Candomblé, Egúngún, Jeje e Umbanda. Em 1977, o antigo discípulo renasce no Brasil. Aos oito anos, desperta mediunicamente ouvindo a voz de Cambulajo em um dialeto africano antigo. A partir daí, inicia uma jornada de estranhamento, busca e iniciações em Ifá, Jeje, Egúngún e Umbanda, até compreender sua missão: erguer um templo de resgate espiritual e cumprir o pacto ancestral. O livro combina narrativa histórica, memória mediúnica e doutrina espiritual, apresentando a ancestralidade como força viva, ativa e contínua. É ao mesmo tempo relato, tratado e espelho — convidando o leitor a reconhecer que também carrega promessas antigas esperando para serem lembradas. “O tempo não separa o que o espírito uniu. Ele apenas espera.”

R$ 80,00

CONSULTA ORACULAR

Em tempos de incerteza, consultar o oráculo é reencontrar um eixo. É lembrar que a vida tem ritmo, que cada desafio possui uma raiz e que nenhuma situação é definitiva. O oráculo ensina que tudo pode ser reequilibrado — com consciência, com disciplina, com respeito às forças que nos acompanham. Babá Ifábulujé Aworeni Odusolá

R$ 200,00

Autobiografia do sacerdote

A história de vida por trás da casa, em leitura online.

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